quarta-feira, 20 de junho de 2007

Introdução

O objetivo da campanha é mostrar que a "ida ao cinema" é algo importante para os admiradores de filmes, cinéfilos, e que desse forma deve ser respeitada como outros eventos, por assim dizer.

Os amantes de cinema não valorizam somente o filme, mas todo o “ritual” contido no cinema, como o ambiente, o escuro, a tela, o som, o silencio, as poltronas, dentre outros. Para eles, o filme é parte do conjunto. Não é como locar um filme e assistir em casa. Por esse motivo, decidimos destacar o respeito ao ritual nesta campanha.

Lugares como museus e bibliotecas tem regras rígidas para a melhor apreciação de quem os freqüenta. Você não conversa alto durante uma peça de teatro, nem bate palmas fora de hora durante uma ópera.

Partindo dessa idéia, chegamos ao conceito que é o slogan da campanha "cada lugar com seu ritual". Se você não fala no telefone durante uma exposição de arte, nem ouve música enquanto estuda em uma biblioteca, por que o cinema você não respeita? Quando está em uma igreja, independente de suas crenças, você respeita as tradições, o ritual que é ir a igreja.

Para a criação das peças da campanha, nós decidimos por demonstrar situações de desrespeito em locais como os citados acima. Situações que não são comuns, pois para as pessoas já é natural não fazer tais coisas.

A escolha tipológica se baseou no uso de uma fonte moderna e bastão, que ficasse bem em todas as aplicações. Mantivemos a mesma família com pesos diferentes para diferentes textos. Foi discutido o uso de tipos diferentes para cada "local" apresentado, como por exemplo, o uso de uma fonte gótica na peça da Igreja, mas decidimos que seria melhor mantermos a mesma tipologia para deixar a campanha mais coesa.

E se tratando da diagramação das criações, optamos por um mesmo modelo de disposição de elementos, novamente prezando pela "semelhança" das peças para a união da campanha como um todo. Apenas no outdoor e na camiseta que utilizamos uma distribuição diferente por serem as duas mídias da campanha mais diferenciadas em relação ao tempo de leitura e exposição pelo o público.

Aproveite.

Um comentário:

Paulo Ignácio disse...

Fala Rafa

Gostei muito da campanha. O conceito é bem legal.

Só acho que o briefing veio de uma necessidade específica do segmento que não vai ser resolvida com esta campanha.

Na minha visão, as pessoas se comportam muito bem no cinema, assim como nos outros lugares citados.

O problema é que elas estão deixando de ir ao cinema por causa das questões tecnológicas de reprodução (DVDs, TV IP, Home Theater, TVs de LCD e Plasma etc), que estão cada vez mais ao alcance do usuário final.

Algumas soluções que vejo para o cinema são:

> Diversificar os títulos (sair um pouco deste "circuitão" americano).

> Fazer um ambiente web interativo, para que as pessoas possam escolher os filmes que gostariam de ver no cinema.

> Fazer pre-venda para os filmes escolhidos.

> Fazer salas menores de reprodução para viabilizar as opções acima.

Existem muitas coisas que podem ser feitas para retardar esta perda de público, mas em nenhum dos casos acho que evitarão a mudança inevitável. O fim das salas de cinema.

Outra boa opção para as salas de cimena é migrar para as zonas periféricas das cidade grandes e para o interior do Brasil, pois nestes lugares a revolução tecnológica vai demorar um pouquinho mais pra tomar conta.

Abs.
Paulo Ignácio
http://musicaemarketing.blogspot.com/